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Museu de Domingos da Vinha

domingos vinhaNota Histórico Artistica:O museu está situado em Domingos da Vinha, aldeia pertencente à Freguesia de Belver, e explica as tradições e cultura dos habitantes da mesma povoação.

Os visitantes podem observar todos os instrumentos necessários ao fabrico do vinho utilizados no passado, como é o caso do fuso de madeira, peça única trabalhada em madeira de azinheira, entre outras peças oferecidas pelos naturais da aldeia, bem como, cereais e utensílios usados no fabrico do pão, dado que, as searas são uma característica da zona.

Horário: todos os dias das 13 h ás 17h
Informações: Centro de Convívio de Domingos da Vinha (localiza-se junto ao museu).

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Castelo de Belver

casteNota Histórico Artistica:Belver foi o primeiro castelo edificado pelos Hospitalários no nosso país, a fim de defender o território raiano do vale do Tejo, e um dos mais imponentes que a Ordem construiu em Portugal ao longo da Baixa Idade Média.

Ele tem origem em 1194, ano em que D. Sancho I doou a Afonso Paes, prior da Ordem, as chamadas terras de Gimdintesta, com a condição de aí se construir um castelo. Esta iniciativa visava estancar as investidas islâmicas dos anos imediatamente anteriores, que determinaram o recuo da fronteira cristã para a linha do Tejo, mas também um certo equilíbrio de forças entre as várias instituições a quem havia sido confiada a defesa do médio Tejo, procurando o monarca, desta forma, atenuar o quase monopólio dos Templários nesta parcela do território (BARROCA, 2000, pp.194-195).
Em 1210, as obras estariam terminadas ou, pelo menos, bastante adiantadas, pois nessa data já se encontra em funcionamento. O testamento de D. Sancho I é claro quanto à sua existência, uma vez que, para além de o mencionar, informa que ele é um dos seis locais do reino onde se conserva o tesouro real nacional, notícia que prova a excelência da obra de arquitectura – apesar da sua localização fronteiriça (IDEM, p.196) – e a confiança que o monarca tinha, então, nos Hospitalários, em particular no comendador de Belver.

A fortaleza foi objecto de algumas modificações ao longo dos séculos, mas mantém praticamente intacta a sua primitiva estrutura, que se considera uma das mais representativas da fase românica da arquitectura militar no nosso país. Com efeito, ela adapta-se ainda às condicionantes do terreno e a sua cerca, dotada de adarve e integralmente ameada, desenvolve-se em planta oval, em cujo centro do recinto se ergue, isolada, a torre de menagem. Esta é de planta rectangular, quase quadrada, e possui três pisos, fazendo-se o acesso ao interior por porta elevada no andar intermédio, acessível por escada móvel. O último piso fazia a ligação ao adarve (IDEM, p.199) que circunda a muralha pelo lado interior, através de um sistema de passadiço hoje desmantelado. A face voltada a nascente, precisamente aquela por onde se tem acesso à fortaleza e em cuja vertente se desenvolveu a povoação, é protegida por quatro poderosas torres quadrangulares, enquanto que a face oposta, sobre escarpas de difícil acesso, possui apenas dois torreões, de planta semi-circular.
A porta principal está virada a Sul e é protegida por duas poderosas torres que a ladeiam, com a característica de a do lado direito ser mais robusta e de encobrir parcialmente a entrada, por forma a evitar “que quem fizesse a aproximação ao castelo detectasse a porta com facilidade”, um esquema que apenas seria generalizado, mais de meio século depois, no reinado de D. Dinis (IDEM, p.197). A Porta da Traição, segunda via de acesso ao recinto, rasga-se do lado poente e dá directamente para a zona mais escarpada. Mesmo assim, encontra-se igualmente protegida entre um torreão cicular e um ressalto da muralha, o que a torna apenas visível quando vista de frente (IDEM, p.198).

Depois de consumada a subida ao trono de D. João I, o castelo viu renovada a sua importância militar, no contexto das guerras com Castela, e foi então objecto de obras em 1390, por iniciativa do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, campanha a que Mário Barroca atribui a cisterna que se implanta junto à Porta da Traição (IDEM, p.199).
Ao longo da Idade Moderna, desempenhou um papel de menor relevância. Do século XVI data a Capela de São Brás, no interior do recinto, templo maneirista que integra um retábulo-mor de influência italiana e de grande devoção na região, pelas lendárias relíquias da Terra Santa que aqui supostamente se guardariam. Em 1755, com o terramoto, sofreu grandes danos e o século XIX votou-o ao total esquecimento, funcionando o seu interior como cemitério. Nos anos 40 do século XX tiveram lugar as primeiras obras de restauro integral, a cargo da DGEMN, que o reinventou parcialmente.

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Anta do Penedo Gordo (Torre da Fundeira)

antaNota Histórico Artistica:A Anta do Penedo Gordo situa-se numa zona acidentada, com afloramentos graníticos, formando uma pequena chã, a uma cota média de cerca de 157m.

O acesso é feito por um caminho carreteiro com cerca de 1.000 metros, a partir da povoação de Torre Fundeira.
É um monumento megalítico de corredor médio, apresentando vestígios de ?? e está classificado como “Imóvel de Valor Concelhio” desde 3 de Janeiro de 1996.

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Capela de S. Brás (castelo de belver)

capelaNota Histórico Artistica:Construção de capela tem data muito provavelmente de fins do século XVI.
O Retábulo do altar, de madeira entalhada, foi oferecido pelo Infante D. Luis filho de D. Manuel I, que foi Grão Prior de Ordem do Hospital.

 

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Igreja Matriz de Belver

igreja belverNota Histórico Artistica: SA Construção da Igreja foi dedicada a nossa Senhora da Visitação parece datar de meados do século XVI, embora tenha sofrido modificações ulteriores.

Como obras de arte de importância contam-se um quadro representando S. Miguel no Purgatório, sobre o Altar das Almas, e atribuído ao pintor Pedro Alexandrino que viveu entre 1729 e 1810. Uma outra pintura, no Altar-Mor, mostrando a Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel não está assinada, desconhecendo-se o autor, admitindo-se, contudo, ser do mesmo pintor.

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Ermida de Nossa Sra. do Pilar

pilarNota Histórico Artistica:Edificada fora do perímetro da povoação de Belver, a ermida de Nossa Senhora do Pilar é um exemplar da arquitectura religiosa rural de finais do século XVII.

De reduzidas dimensões, foi mandada edificar por D. António Álvares Heitor, vigário de Belver, como atesta o Levantamento Geral de 1759.
O templo apresenta planta desenvolvida longitudinalmente, composta pelo volume da nave, ao qual foram adossadas a sacristia, do lado da Epístola, e a torre sineira, do lado do Evangelho.
A fachada possui portal de moldura rectangular, ladeado por dois janelos e encimado por óculo. Na empena foi gravada a inscrição : “PADRE NOSSO AVE MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA / HEITOR”.

 

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Miradouro do Outeirinho

miradNota Histórico Artistica: Sem Conteudo.

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Ponte sobre o Rio Tejo

Nota Histórico Artistica: Ano de construção da Ponte foi em 1905

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História

FREGUESIA DE BELVER

Encontra-se no concelho de Gavião, distrito de Portalegre, distando aproximadamente 5 quilómetros da sede concelhia; o seu orago é Nossa Senhora da Visitação.
O território da atual povoação de Belver deverá ter sido ocupado pela primeira vez em épocas muito longínquas, pois a julgar pela região em que se insere, onde se encontram vestígios de fixação humana pré-histórica, como por exemplo, a anta do Penedo Gordo na Torre Fundeira, não se pode excluir a hipótese de essas populações se terem espalhado por toda aquela área, inclusivamente para a de Belver.

O repovoamento fixo e permanente do território da freguesia foi iniciado por D. Sancho I que, por carta de 13 de Junho de 1194, fez doação à Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém das terras denominadas “Guidintesta’, com a condição de na “Vila de Guidintesta’, edificarem um castelo, a que o próprio monarca impôs o nome de “Belver”, cuja interpretação é “Bela Vista”; facto concordante com a localização do referido castelo, que se situa no alto de um morro, na margem direita do rio Tejo, de onde se tem a panorâmica da freguesia. O castelo foi fundado por Gualdim Pais, dos Hospitalários; esta Ordem estava familiarizada com as inúmeras experiências em arquitectura militar avançada, o que permitiu a construção de uma fortaleza muito bem delineada. Julga-se que o castelo terá sido ocupado pelos cavaleiros da Ordem antes mesmo da sua conclusão, em 1212.

O Foral Novo atribuído por D. Manuel I, a 18 de Maio de 1518, instituiu o concelho de Belver; porém, no século XVII, o seu termo estava muito mais reduzido, sendo apenas composto por Belver e Comenda.


O concelho de Belver acabava por ser extinto em 1836, na sequência de uma reorganização administrativa do país. Belver ficava então integrada no concelho de Mação e, em 1898, passava para o de Gavião, ao qual ainda hoje pertence.

 
O Castelo é o mais valioso património cultural da povoação e atualmente, o Museu do Sabão um dos locais de maior interesse turístico.

A sua situação geográfica e as dificuldades económicas, fizeram da povoação um dos pontos onde a emigração chegou a atingir valores significativos, levando muitos dos seus habitantes a procurar noutras zonas do país e do mundo, trabalho com melhor remuneração, visto que no local, a atividade dominante é a agricultura, sendo a produção olivícola a que mais se destaca. No artesanato local, ressaltam os tapetes e as colchas em lã ou linho.

 

Localização

Belver localiza-se na Margem direita do Rio Tejo, Concelho de Gavião e Distrito de Portalegre , com uma área de 69,71Km2.
As principais portas de entrada são o Caminho de Ferro, linha da Beira Baixa e cuja estação tem o mesmo nome que a Vila.
A alternativa rodoviária é a A23 no Km 64 onde se situa a saída para Belver (5,5Km) e Estrada Nacional 244.