{"id":47,"date":"2014-01-17T11:01:00","date_gmt":"2014-01-17T11:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jf-belver.pt\/uncategorized\/castelo-de-belver-2\/"},"modified":"2014-01-17T11:01:00","modified_gmt":"2014-01-17T11:01:00","slug":"castelo-de-belver-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/?p=47","title":{"rendered":"Castelo de Belver"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin-right: 10px; float: left;\" src=\"images\/DarkBlue\/images\/pontos_de_interesse\/caste.jpg\" alt=\"caste\" width=\"300\" height=\"143\" \/>Nota Hist\u00f3rico Artistica:<\/strong>Belver foi o primeiro castelo edificado pelos Hospital\u00e1rios no nosso pa\u00eds, a fim de defender o territ\u00f3rio raiano do vale do Tejo, e um dos mais imponentes que a Ordem construiu em Portugal ao longo da Baixa Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>Ele tem origem em 1194, ano em que D. Sancho I doou a Afonso Paes, prior da Ordem, as chamadas terras de Gimdintesta, com a condi\u00e7\u00e3o de a\u00ed se construir um castelo. Esta iniciativa visava estancar as investidas isl\u00e2micas dos anos imediatamente anteriores, que determinaram o recuo da fronteira crist\u00e3 para a linha do Tejo, mas tamb\u00e9m um certo equil\u00edbrio de for\u00e7as entre as v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es a quem havia sido confiada a defesa do m\u00e9dio Tejo, procurando o monarca, desta forma, atenuar o quase monop\u00f3lio dos Templ\u00e1rios nesta parcela do territ\u00f3rio (BARROCA, 2000, pp.194-195).<br \/> Em 1210, as obras estariam terminadas ou, pelo menos, bastante adiantadas, pois nessa data j\u00e1 se encontra em funcionamento. O testamento de D. Sancho I \u00e9 claro quanto \u00e0 sua exist\u00eancia, uma vez que, para al\u00e9m de o mencionar, informa que ele \u00e9 um dos seis locais do reino onde se conserva o tesouro real nacional, not\u00edcia que prova a excel\u00eancia da obra de arquitectura &#8211; apesar da sua localiza\u00e7\u00e3o fronteiri\u00e7a (IDEM, p.196) &#8211; e a confian\u00e7a que o monarca tinha, ent\u00e3o, nos Hospital\u00e1rios, em particular no comendador de Belver.<\/p>\n<p> A fortaleza foi objecto de algumas modifica\u00e7\u00f5es ao longo dos s\u00e9culos, mas mant\u00e9m praticamente intacta a sua primitiva estrutura, que se considera uma das mais representativas da fase rom\u00e2nica da arquitectura militar no nosso pa\u00eds. Com efeito, ela adapta-se ainda \u00e0s condicionantes do terreno e a sua cerca, dotada de adarve e integralmente ameada, desenvolve-se em planta oval, em cujo centro do recinto se ergue, isolada, a torre de menagem. Esta \u00e9 de planta rectangular, quase quadrada, e possui tr\u00eas pisos, fazendo-se o acesso ao interior por porta elevada no andar interm\u00e9dio, acess\u00edvel por escada m\u00f3vel. O \u00faltimo piso fazia a liga\u00e7\u00e3o ao adarve (IDEM, p.199) que circunda a muralha pelo lado interior, atrav\u00e9s de um sistema de passadi\u00e7o hoje desmantelado. A face voltada a nascente, precisamente aquela por onde se tem acesso \u00e0 fortaleza e em cuja vertente se desenvolveu a povoa\u00e7\u00e3o, \u00e9 protegida por quatro poderosas torres quadrangulares, enquanto que a face oposta, sobre escarpas de dif\u00edcil acesso, possui apenas dois torre\u00f5es, de planta semi-circular.<br \/> A porta principal est\u00e1 virada a Sul e \u00e9 protegida por duas poderosas torres que a ladeiam, com a caracter\u00edstica de a do lado direito ser mais robusta e de encobrir parcialmente a entrada, por forma a evitar &#8220;que quem fizesse a aproxima\u00e7\u00e3o ao castelo detectasse a porta com facilidade&#8221;, um esquema que apenas seria generalizado, mais de meio s\u00e9culo depois, no reinado de D. Dinis (IDEM, p.197). A Porta da Trai\u00e7\u00e3o, segunda via de acesso ao recinto, rasga-se do lado poente e d\u00e1 directamente para a zona mais escarpada. Mesmo assim, encontra-se igualmente protegida entre um torre\u00e3o cicular e um ressalto da muralha, o que a torna apenas vis\u00edvel quando vista de frente (IDEM, p.198).<\/p>\n<p> Depois de consumada a subida ao trono de D. Jo\u00e3o I, o castelo viu renovada a sua import\u00e2ncia militar, no contexto das guerras com Castela, e foi ent\u00e3o objecto de obras em 1390, por iniciativa do Condest\u00e1vel D. Nuno \u00c1lvares Pereira, campanha a que M\u00e1rio Barroca atribui a cisterna que se implanta junto \u00e0 Porta da Trai\u00e7\u00e3o (IDEM, p.199).<br \/> Ao longo da Idade Moderna, desempenhou um papel de menor relev\u00e2ncia. Do s\u00e9culo XVI data a Capela de S\u00e3o Br\u00e1s, no interior do recinto, templo maneirista que integra um ret\u00e1bulo-mor de influ\u00eancia italiana e de grande devo\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, pelas lend\u00e1rias rel\u00edquias da Terra Santa que aqui supostamente se guardariam. Em 1755, com o terramoto, sofreu grandes danos e o s\u00e9culo XIX votou-o ao total esquecimento, funcionando o seu interior como cemit\u00e9rio. Nos anos 40 do s\u00e9culo XX tiveram lugar as primeiras obras de restauro integral, a cargo da DGEMN, que o reinventou parcialmente.<\/p>\n<p><strong>Galeria de Fotos:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"margin-right: 10px; float: left;\" src=\"images\/DarkBlue\/images\/pontos_de_interesse\/caste.jpg\" alt=\"caste\" width=\"300\" height=\"143\" \/>Nota Hist\u00f3rico Artistica:<\/strong>Belver foi o primeiro castelo edificado pelos Hospital\u00e1rios no nosso pa\u00eds, a fim de defender o territ\u00f3rio raiano do vale do Tejo, e um dos mais imponentes que a Ordem construiu em Portugal ao longo da Baixa Idade M\u00e9dia.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-47","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jf-belver.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}